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| Monday, October 29, 2007 |
| brilho eterno do ódio e da lembrança |
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança é umdos meus filmes favoritos. Acho perfeito. O filme em si, conta a história do casal Joel e Clementine ( depois a gente vê de outros, mas scundários) que decidem apagar um ao outro da memória com uma técnica revolucionária. Estudos recentes afirmam que tal fato até seja possível, mas ainda faltam alguns dados e um pouco mais de pesquisas. Kauffmann foi genial, mas não falarei do filme aqui. ( quem quiser procure mais sobre ele no google)
O lance é que eu queria apagar alguém. Não é nenhum namorado, nem paquerinha nem nada disso. É uma pessoa que me magoou e magoa muito. O filme fala de um casal, mas acho que isso aplicar-se-ia perfeitamente a amigos, parentes ou qualquer coisa do gênero.
É estranho ver que você foi apagado da vida de alguém. Pois é, eu fui! Fato comprovado! Por um momento, iniciei uma tristeza, mas juro que em poucos segundos esse sentimento se transformou em ódio, rancor, sede de vingança e asco. Tenho nojo. Pessoa pérfida que és. Aleivosa, energumena, fraca, desleal, enojante, podre, pútrida, pervertida. Ahhhhhhh Urro de dor, de raiva e mais rancor. Ahhhh, desejo matar-te, que te matem, que morra. Ahhhhhhhhhhhh Servo voraz do demônio, você é baixo e incapaz de amar. Mentiroso, volúvel. És um asno. Sim, um burro estúpido e que repete erros crassos. Engana, como foi enganado e não sente vergonha. Sinto repulsa. É seu delito, sua culpa. Desviou-se do caminho porque quis, ninguém te obrigou. Fraco. Você foi um equívoco da natureza. Todo o lixo universal depositou-te em ti, oh ser das trevas. Você é vulgar, ordinário e despresível. Baixo - repito mais uma vez. Ser rasteiro e rastejante. És lúgubre. Sim, indica-me luto. És assustador, pavoroso, medonho. Funéreo. Onde está sua luz? Não possui nada além de uma escuridão trevosa. Por que não revidas? Teu silêncio sepulcral enoja-me. Ignora-me. Ignorar-te-ei também. És patético. Fui tola, sou tola e serei um pouco ainda, mas tu és maléfico. Um mal pra humanidade indefesa como eu. Aliás, como fui um dia, pois hoje encontro-me armada, munida de palavras, sentimentos e armas letais. Ódio. Tira-me o oxigênio para refrescar o luxo de quem não merece. De pessoas baixas, vis e vulgares como tú. Chorei e arrependo-me. Deveria tê-lo foiçado ao invés de chorar. Teu sangue deveria ter escorrido, não minhas lágrimas. És o famigerado fanfarrão, mas sei do teu passado. Conheço-te. Com isso, auguro teu futuro. Será penoso. Quero arremessar-te pro inferno numa catapulta espinhenta e cheia de formigas. Cobrirei teu corpo com o mais puro e adocicado mel e soltarei abelhas raivosas em ti. Tuas chagas abrirão e arderás no flamejante fogo do inferno. Os insetos devorar-te-ão e então direi: aqui jaz um canalha, sem escrúpulos e que mereceu cada sofrimento. Foste mau, ingrato, injusto e parcial. É com tristeza que digo que ele não se arrependeu, mas minha alegria sobrepuja-se e vos digo que a humanidade terá mais um momento de paz, sem esse ser peçonhento e nocivo. Agora sou eu quem apaga você.
Amém.
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posted by Lee Bueno @ 11:57 PM  |
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| preto e branco |

tem uma hora que a vida fica em preto e branco.
mais preto até que branco.
tudo embaça. a visão turva impede-nos de enxergar o óbvio.
esvaímo-nos em desespero.'é a dor do presente, temendo o futuro.é uma dor pior que a de um dente que rasga a gengiva e faz o sangue jorrar; a cabeça doer.
rastejamo-nos por não se sabe o quê, afinal, tudo é etéreo.
o sofrimento é eterno, é sórdido, sorrateiro.
sobrepujá-lo-emos um dia. fato.não sabe-se como nem quando, apenas que.
somos severos conosco e com outrem. injustamente. aplicamos a culpa à dor. mais uma vez, injustamente.
há dor porque há culpa.
o caminho é sinuoso e cheio de sermões.somos sedentários e preferimos sangrar a sanar.
somos todos masoquistas. |
posted by Lee Bueno @ 8:15 AM  |
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| Tuesday, October 23, 2007 |
| longe aqui |
[...] Sempre que se chateava cortava os braços com gilete pra chamar à atenção Tinha carência afetiva, achava que seus pais gostavammais do irmão . . . Um dia olhou pela janela, imaginou como seria o seu vôo até o chão Mas quando pensou na sujeira que ela causaria.. desistiu, foi ver televisão Tinha que engravidar, criar, envelhecer, morrer como todos esperavam Tinha que renunciar, agradar, obedecer, vencer como todos desejavam Até que ela partiu Ela partiu pra bem longe Pra distante o bastante pra suportar Ela partiu Ela partiu pra bem longe Tão distante parada no mesmo lugar (onde nunca deixou de estar) Ela partiu .... Ela partiu ao meio
Ensaiou o que diria se um dia fosse "artista homenageada no Faustão" Enxugaria as lágrimas, abraçaria amigos e a mãe teria o seu perdão Voltando a realidade, ela encontrava um quadro que não tinha muita solução Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia Sempre inadeqüada pra situação ....
d°°b [Longe aqui- Jay Vaquer] d°°b
*********************************************************** Tenho muita coisa a dizer, porém, pondero-me. Possuo muitos planos, muitas vontades. Tenho projetos. As dúvidas corroem-me por dentro e fora. Choro. Escondida. Internamente. Calo-me por conveniência. Grito por convicção. Não sei se sou boa ou má, se vou bem ou mal. Só sei que sou, mesmo que não saiba exatamente o quê.
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posted by Lee Bueno @ 1:03 AM  |
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| Monday, October 22, 2007 |
| cap. nascimento |
depois fui marcar as respostas alternativas. as que tb quis marcar, mas só podia uma; ae deu esse rapazinho ae!
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posted by Lee Bueno @ 9:33 PM  |
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| sou o aspira matias |
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posted by Lee Bueno @ 9:31 PM  |
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| terminal |
É como se eu tivesse ido ao médico e ele ter afirmado com todas as letras, sem rodeios e delongas, que minha vida terminaria em breve. Como se tivesse me dito que teria apenas mais seis meses pela frente, podendo prorrogá-los por no máximo sete.

Um turbilhão de sentimentos assolam-se no meu ser. É uma desânimo e uma euforia que caminham juntos. A linha é tênue entre eles e em questão de segundos troco o sentimento. É uma sensação de impotência.
Não adianta, não tenho escolha.
Não, não tem como burlar certas coisas, nem dar um jeitinho. Fala-se de sentimentos, de saúde, de planos, de vidas diferentes.
A gente sempre pensa que certas coisas nunca acontecerão conosco, só com os outros, nos livros, nas novelas. Pensamos que somos imunes e que tudo é muito distante, mas, num determinado momento de nossas vidas, percebemos que somos tão frágeis e desprotegidos como qualquer mocinha boba de um também qualquer folhetim barato.
É frustrante.
Ao mesmo tempo você pensa em desistir e se entregar de vez ao fadado destino predeterminado e também pensa em viver ao máximo, fazer tudo que pode nesse curto espaço de tempo. Passa a ser mais humano, permitir-se. Fazer tudo que sempre quis, mas a timidez ou a falta de grana impediam. Passa a achar banais e estúpidos assuntos que antes te tiravam do sério.
Você percebe a pouca importância que sua pessoa tinha pra quem você estimava em demasia e o quanto era querido e estimado por quem você desdenhava, não dava bola e até menosprezava. Sente-se uma tola! Injusta! Ingrata!
Quer voltar no tempo, mas não é possível, nem mesmo avançar, dadas as condições e limitações.
Quando você está prestes a morrer, é que aprende a viver |
posted by Lee Bueno @ 1:38 AM  |
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| Ela era uma menininha feliz... |
Acho que ainda não havia publicado esse aqui, só no antigo blog.
Ela era uma menininha feliz...
Domingo, Maio 16, 2004
Ela era uma menininha feliz...Tinha família,amigos,ia bem na escola,possuía vários brinquedos...Se destacava!Talentosa que só!Que fofa!Tão bonitinha! ''Essa vai dar trabalho!''-''''Vai ter um bom futuro''-é um doce!''-''Tem personalidade, né?!''...Outros diziam''Ela é muito bestinha!''-''Bicho do mato, não fala com ninguém''...Ela ouvia tudo isso...Não entendia muito bem,afinal era criança e criança das antigas!Das que ainda possuíam um pouco de ingenuidade e ternura...Gostava que falassem dela...Não entendia, mas gostava até quando a criticavam...Ela ainda não sabia que ser anti-social pode ajudar muitas das vezes!E quem disse que crianças não sonham?Ela possuía vários!!!!E achava que ia realizá-los!Todos! hehehe . Tolinha!!!!Ainda não conhecia as maldades e peças que o mundo nos prega! É..mas ela possuía um sorriso franco, apesar de tímido e um brilho nos olhos fascinante! Era uma boba!!!!Mas se achava ''a esperta''! Só alegrias...até que seu coração sangrou pela primeira vez...E ela chorou...Que decepção!''Você não podia ter feito isso! Não! Logo você?! ''Seu mundo começara a ruir, mas,o orgulho, já impregnado, não deixava que ela demonstrasse isso...Após breve tristeza,voltara a sua vidinha normal...Por fora, uma menininha normal e feliz, por dentro uma criança cheia de dúvidas e que agora já possuía plantada a semente da desconfiança, da dor, da tristeza, da solidão e de vários sentimentos que ''uma criança'' não deveria nem saber o que era... Mas ela ainda possuía o brilho,nos olhos e no sorriso! Sorria e seguia! Chegou a pensar que nunca mais choraria!!!! Estava errada...logo seu mundo ruíra novamente... suas inocentes lágrimas de tristeza misturavam-se com as da raiva...''Você me enganou de novo... Nunca mais faça isso...eu sofro....''Suas dúvidas e medos só aumentavam...Seria eu culpada? Não... não pode ser... pegava as bonecas e brincava!Que brincadeira inocente pra uma menina de oito anos.... o namoradinho de uma roubava o da outra e elas brigavam e uma queria roubar tudo da outra e havia beijo nas brincadeiras! Meu Deus... Era um pouco mais velha, mas ainda criança... Sem que ela pudesse controlar, seus sentimentos melancólicos se manifestavam. Era uma coisa íntima, mas estava lá... Os outros não percebiam, mas ela sentia... Mais uma vez, o que parecia concreto, tornou-se líquido, maleável, escorria pelas mãos! Ela não podia fazer nada! Jogava seu corpo na frente, mas era como uma peneira e tudo passava por ela... Era uma fraca! Não pôde salvar seus semelhantes... Chorou mais uma vez... dessa vez, à tristeza e raiva, agregaram-se também o ódio e o rancor... Ela estava magoada! Nem sabia o que era isso, mas estava... Ainda não conseguia acreditar que alguém pudesse agir daquela maneira, fazer tais coisas. Cruel! Pessoa má! Sem coração... Era definitivo.... estava fadada a sofrer,mas sabia que isso era algo que só ela podia sentir! Seu coração chorava, em sua mente mancomunavam-se planos maléficos, mas ela sorria.. Está tudo bem! Fique bem também...''Não podem saber que sofro... preciso protegê-los! Se me virem feliz será menos uma preocupação! ''Não tinha nem 11 anos! Como podia pensar assim?? E seguiu sorrindo, mas era cada vez mais difícil fazer isso. E o pior, ninguém percebia! Até hoje acho que ninguém percebe quando a menina está triste. Não! Ela não era fria, apenas demonstrava ser. Eu, com minhas poucas aulas de psicologia diria ser uma atitude de defesa. Esse ostracismo sentimental era evasivo. Um subterfúgio pra não chorar e se manter forte. A menina era inteligente e mesmo sem querer possuía destaque nas coisas que fazia. No fundo ela gostava! Era aquilo que ela queria! Ser ovacionada! Mas nem todos o faziam. Muitos criticavam-na . Foi aí que ela descobriu uma coisa: ''Eu não sei lidar com críticas!''...Estava crescendo, antes do tempo é verdade, mas mesmo assim conseguia manter-se ''pura''. Não,não era pura! Tinha maus pensamentos, poucas vezes, mas já quis ser igual às outras garotas. Se achava sem graça, bobona demais. Seria mesmo uma nerd idiota?! Mas ela era feliz, gostava de ser criança! Brincar era tão bom!!! ''Meu sorriso vem naturalmente quando brinco!! Mas até isso querem me tirar... ''Não conseguiram! Ok, só um pouco! Ainda bem que tinha personalidade! Suportava gozações, implicâncias, preconceitos... Chorava, sorria.. .Sorria, chorava... ''Se você estivesse aqui... ''Mas logo parava! Isso era ingratidão. Os outros não mereciam. Ela fora enganada várias vezes, não queria de novo!!! O tempo foi passando, as frustrações aumentando, os medos, as dúvidas... ''Eu não sei quem sou! Não sei o que sinto, nem o que devo sentir! Há uma receita? Estaria eu errada? Preciso de ajuda!!! Ajude-me sussurrava - ajude-me! - ''Mas quando iam ajudá-la, dizia: ''Eu sou forte,não preciso disso! Saia daqui!!' 'Orgulhosa... Não era mais tão bonita, nem inteligente, nem interessante, nem simpática, nem rica, nem nada de bom... Queimava por dentro de tanta insatisfação.. ''Por que EU sou assim?? Por que COMIGO tem que ser assim?? Não adiantava, não estava à vontade consigo mesma, possuía baixa auto-estima ! Era triste e rejeitada. Ok, tinha colegas, mas não era o que ela queria. Não era àquele meio que ela queria pertencer. ''Sou diferente deles'' . Novos problemas, novas decepções, novos motivos pras lágrimas. Ela viu como as pessoas podem ser cruéis. Ela não entendia! Fazia várias perguntas,revoltava-se, mas era uma boa menina. Ainda tinha sonhos e esperança...
De repente,do nada,surgem várias oportunidades de mudança...Ela agarra todas!!!Ainda tinha medo,sofria,angustiava-se,mas agora era diferente!''Vou mudar!''Mudou!Diziam''Não!Não é ela!!!''Não ficara bonita,mas era interessante!Possuía bom papo,tinha um charme!Passou a fzer suas próprias escolhas..''Quero fazer isso desse jeito com essa pessoa nesse tempo com essa roupa e sem esses problemas!!''Seu brilho ocular que perdera boa parte da luminosidade voltava a brilhar!Tinha amigos!Era bem quista!Solicitada!Estava feliz...Só lhe faltava um amor,mas isso nunca fora prioridade em sua vida!Sabia q apareceria.Fez algumas tentaivas.''Esse não,queria aquele,mas não é possível!''Chorou novamente,mas era diferente...Por pior que fosse seu sentimento,nada se igualava a seus sofrimentos anteriores...A menina aprendeu a amar novamente..seus novos amigos,suas coisas,seus afazeres,sua nova vida...Os problemas mudaram,mas não deixaram de existir...Cultivara novos sonhos,novas expectativas...Parecia que ia continuar assim p/ sempre...Novamente td mudou...Conheceu novas pessoas,novos lugares,Começo a,de fato,se descobrir!''Nossa!Como me sinto bem!''Estava no seu meio...era muito mais fácil enfrenta as tormentas da vida e seus sofrimentos com aquelas pessoas por perto!Eles nem sabiam quanto eram importantes pra ela...Nem devem saber até hoje...Ela nunca diz pras pessoas a importância que elas têm em sua vida,como,sem elas tudo fica cinza e sem graça...Qto mais ela bate de frente,briga,grita,tem atitudes revoltas,mas a pessoa é importante p/ ela...Eram tempos felizes apesar de tudo...Nunca se esquecerá..Nunca mesmo...Agora sim!!!!!É pra sempre!!!!!hum...sabemos que nada é para sempre...Algumas coisas não foram p/ sempre....outras duram até hoje...Pelo menos a agora jovem,aprendeu que deve-se esperar de tudo na vida!Que o impossível não existe e que cada dia é um dia...além disso,constatou que as coisas mudam sim de um dia p/ o outro!Ele viveu seus momentos intensamente!Construiu sua identidade,afirmou sua personalidade e caráter...foi feliz...E como será a vida da menina hoje?!?! Sim,ela é feliz!Não,ela não é feliz!''Como assim??''Não se pode apagar as lembranças...nem as boas,nem as ruins..deve-se tirar proveito de tudo por que se passa...Na teoria,a menina sabe das coisas....Pelo menos de algumas!Tem perguntas sim,mas sabe da maioria das respostas...o difícil é aceitá-las...Mas ela vai...Sorrindo e seguindo em frente...Ela tem um belo sorriso!!!
Na verdade ela chora,ela tá triste, ela não tá satisfeita,ela não tá inserida em nenhum contexto e isso a magoa, a machuca...Ela não se sente importante para ninguém,mesmo sabendo que é,para algumas pessoas...Sua alma está em profunda contradição.É cheia de dúvidas,arrependimentos,frustrações...Ama a quem não deve,faz o que não deve,fala o que não deve...É toda errada,é um fracasso...passa uma imagem de forte,racional e imparcial,mas é uma bobona fraca e sem atitude.Ela chora escondida!Quando vai dormir e toma banho! Já chorou na frente de alguns...se arrependeu disso...já sorriu pra quem não quis e se arrependeu...pelo menos se veste como quer,ouve as músicas que quer,anda,conversa,mantem relações com quem quer...Mas algumas ela queria e não pode...Ela queria passar uma mensagem,mas ninguém lhe deu ouvidos...é meio lunática e estranha!''cabeça sempre nas nuvens....fala mais do que faz..''Que garota chata...feia...sem graça...Ela não consegue manter-se sã diante da vida...Ela não sabe lidar com seus sentimentos..Será que um dia saberá???
Se um dia eu encontrar essa garota...Não sei se lhe dou um abraço ou um uma sacudida!Por que choras,menininha?? Por que mais uma vez te enganaram? Por que ninguém respeita teus sentimentos? Por que ninguém se importa com o que voce pensa e faz??? Tolinha,isso é só o começo....
Lee Bueno |
posted by Lee Bueno @ 9:22 AM  |
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| Thursday, October 18, 2007 |
| sorriso |
Às vezes eu sorrio. Ainda que seja um sorriso breve, um sorriso falso, um sorriso tremido ou embaçado. Sorrio sem querer, forçadamente, premeditadamente e também espontâneamente. Já dei sorrisos longos. Gargalhei. Sorrí timida e marotamente. Sorri vangloriada. Sorri querendo chorar e chorei querendo sorrir. Minha mãe sempre elogia meu sorriso. Na verdade, muitas pessoas o fazem. Às ve zes eu concordo, mas em determinadas circunstâncias acho que mostrar meus dentes nem é sorrir, mas transparecer essas canjicas exibidas. Há alguns anos, eu fazia jazz e participava do grupo de dança da minha escola. Nos apresentávamos em diversos lugares e eu adorava todo aquele clima. Desde os bastidores, até o palco. Só havia um problema: nunca soube sambar! E o pior é que numa das coreografias, isso era necessário. A professora colocou-me na frente e desesperei-me! Receosa de pagar um mico gigantesco, contei meu drama pessoal de nunca ter aprendido essa dança(?) nativa e ela aconselhou-me a sorrir. Disse que ninguém olharia pros meus pés desajeitados se eu estivesse sorrindo o tempo todo. Foi o que fiz e ninguém nunca reclamou do meu desempenho. Acho que preciso sorrir mais. Não quero ser ingrata, mas é difícil.
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posted by Lee Bueno @ 11:44 PM  |
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| Tô inspirada! tenho muitos textos pra escrever...só falta o tempo... |
posted by Lee Bueno @ 11:21 PM  |
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| câmeras ao alto! |
Observando algumas fotos de shows, tanto no Brasil, quanto aqui nos Estados Unidos, pude perceber uma coisa: ao invés das mãos cerradas, apenas com o indicador e o dedo mínimo levantados, as pessoas modernas hoje erguem suas digicam`s! Percebi isso vendo algumas fotos do último show do Marilyn Manson aí no Brasil, mês passado. Era uma foto feita da parte traseira e ficavam bem nítidas as várias imagens do Sr. Freak ( que eu amo) nos diversos mini lcd`s. Quando eu era plebéia e assistia os shows cem porcento do tempo na platéia, odiava as malditas mãos que sempre atrapalhavam aquela foto que seria perfeita! Depois que comecei a fazer cobertura dos eventos, relevei, pois tinha minhas três músicas pra ficar lá na frente e aproveitar ao máximo o privilégio de ter imagens limpas! Porém, em algumas casas não há uma separação para nós, trabalhadores, e vocês, fanfarrões, logo, o inferno continua. É uma briga danada pra chegar a frente, bem pertinho do palco. As pessoas não entendem que é só por alguns minutos e é trabalho! Coisa séria mesmo! Depois, parece que fazem de propósito. levantam as mãos ou então suas também câmeras e atrapalham nossos cliques! Não acho que deveriam proibir as câmeras, mas todas as casas de shows deveriam ter um espaço para a imprensa! Odeio as mãos alheias. E também suas câmeras. |
posted by Lee Bueno @ 8:58 PM  |
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| book- part III |
Ótimo pra ela e péssimo pra mim, que fiquei mais sozinha que nunca. Eu não tinha como pagar a faculdade de Jornalismo, porque eu queria ir pra PUC, mas era impossível pra mim naquele momento. Levei a faculdade por mais um semestre, perdendo incontáveis aulas, até que, no semestre seguinte resolvi dar rumo à minha história, afinal, a vida era minha e eu já tinha vinte e um anos. Fisicamente já era adulta, apesar da mente atrofiada em certos momentos. Não podia mais suportar tanta pressão, aflição, angústia, tristeza, depressão, falsidade, hipocrisia etc. Pus na minha mente que passaria no vestibular de qualquer jeito, nem que fosse para Oboé! O que matava eram os testes de habilidades específicas . E não sabia o que era um oboé.
Sei que não foi muito correto de minha parte, mas em determinado momento, parei de ir à faculdade. Porém, ela continuava sendo paga. Sentia remorso, confesso, mas foi necessário. Minha mãe saía cedo pra trabalhar e eu continuava dormindo, dizendo que levantaria em meia hora. Não atendia o celular, dando a desculpa de estar na aula e no início da tarde chegava à casa de minha avó com mochila livros e tudo o mais, na maior cara de pau. Ainda que tardio, o fatídico dia chegou. Enfrentei a tudo e a todos e anunciei que estava largando a faculdade. Todos já sabiam os motivos, mas mesmo assim fiz questão de citá-los um por um. Minha vózinha ficou desolada, minha mãe , indignada. Discutimos e ouvi poucas e boas, mas falei também. Fui chamada até mesmo de burra e ingrata, por não dar estar dando valor e sabendo aproveitar uma oportunidade que muitos sonham, mas poucos podem ter. Nada que elas dissessem faria com que mudasse de idéia, pois estava decidida. Depois de muitas conversas e discussões, aceitaram pagar um curso pré-vestibular pra mim e tratei logo de inscreve-me, antes que mudassem os planos. Opti por Letras,com habilitação em Alemão. Já estava formada em Inglês e entendia bem o Espanhol. Nunca tive muita vontade de aprender francês e o Alemão não era mais um monstro indecifrável para mim; decidi aprofundar-me e tê-lo como um diferencial. Seriam oito ou dez sábados acordando às seis, pra sair à sete e chegar ao cursinho às sete e meia. Fui a dois ou três e nenhuma das vezes assisti às aulas por completo. Aquele climinha pré-universitário me enojava! Piadinhas idiotas dos professores, estatísticas de notas, relações candidato-vaga dos últimos setenta anos na ponta da língua, cotas, fórmulas, raiz... Ficava louca! Percebi que já tinha passado de fase e aquele ambiente era muito infantil pra mim. Nem na mitocôndria eu acreditava mais! Tudo tornara-se chato e blasé. Sei que é complexo, mas não tanto quanto o de Golgi.
Pois bem, antes das provas chegarem e tudo mais, eis que meu progenitor , passados alguns anos vivendo com outra família e não estando nem aí pra mim e minha irmã, ressurge das cinzas e tenta a todo custo nos reconquistar. Não entrarei em muitos detalhes( pelo menos não agora), mas essa reaproximação teve um lado positivo. A priori, ele comprometera-se a pagar toda a minha faculdade, inclusive dizendo que eu poderia estudar na PUC, mas passado pouquíssimo tempo, alegou não ter condições, mas que ainda assim ajudaria-me, pagando metade do valor a cada mês. Como era de se esperar, com o decorrer da vida, ele não pagou mais. Iniciei então meu tão almejado curso de Comunicação Social na mesma faculdade onde fazia Ciências Sociais, porém, e outra unidade. Minha primeira aula foi de Economia. Broxante! Mas senti-me tão bem! Logo fiz uma meia dúzia de amigos e dedicava-me bastante à faculdade. No meu primeiro período, já participava de um dos programas da rádio, fazia cursos extras oferecidos pela universidade, assistia palestras e tudo mais que se possa imaginar. Era uma aluna exemplar. (c0ntinua) |
posted by Lee Bueno @ 1:20 PM  |
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| Sunday, October 14, 2007 |
| book part II |
Pois bem, anacronismos à parte, aos dezenove iniciei a faculdade de Ciências Sociais. Eu odiava. Odiei tudo desde o primeiro momento, das instalações da faculdade às pessoas. Nada se salvava, nem professores, nem funcionários, nem um coleguinha ou outro legal, nada! Até hoje não entendo muito bem como fui parar ali. Na verdade entendo, mas não queria ser contraditória quanto ao fato de ter dito que minha mãe não se projetava em mim. Na verdade, não sei se estou empregando bem a palavra projeção, mas é mais ou menos assim que eu via. Minha digníssima progenitora não havia feito uma faculdade até meus 19 anos e, após passar um ano pagando um cursinho para mim, fez-se descrente de minha capacidade de ingressar na cobiçada Federal, obrigando-me a iniciar um ‘’curso qualquer’’ numa instituição particular mesmo, pra não perder mais tempo. Juro que não me lembro bem de onde essas malditas Ciências Sociais surgiram, mas a filha de uma amiga de minha mãe havia se formado há pouco tempo na dita cuja e estava se dando muito bem, conseguindo êxito em seus projetos, viajando e progredindo de maneira satisfatória. Não preciso dizer que foi o suficiente pra ouvir inúmeros discursos da minha mãe fazendo campanha por essa faculdade idiota e dizendo que seria bom pra mim, que deveria me formar nela primeiro e depois sim fazer o que eu tanto sonhara: Jornalismo. É, não deu outra, com o passar do tempo, vi que não tinha nascido pra ser atriz, mas sim jornalista. Inicialmente queria pra ser repórter na TV e assim, aparecer, mas como já disse, fui evoluindo e vendo que existe um lugar ao sol para todos e que esse não era meu destino. Vi que podia sim ser jornalista, ser conhecida, ter meu nome lembrado em alguma discussão universitária, ou até mesmo na mesa do bar. Quem sabe até no almoço de domingo ou naquele papinho casual. Aos onze tive uma professora de redação que selou minha decisão. Ela sempre passava uns exercícios que consistiam em reescrever uma matéria de algum jornal da semana, de preferência do dia. Preciso dizer que amei? Fazia não uma, mas um monte de novas matérias, chegando até mesmo a doar algumas para os colegas mais relapsos. Português e Redação tornaram-se minhas matérias favoritas e isso serviu para que tivesse uma base, pelo menos, para poder escrever e também ler com mais qualidade. Aos quinze, meu professor de Redação elogiava todos os meus textos e um dia aconselhou-me a seguir a carreira jornalística, pois conseguia escrever com coerência e coesão, com pouquíssimos ou nenhum erro ortográfico e a gramática era muito boa. Minha resposta, dizendo que já sabia e ia mesmo fazer jornalismo, talvez tenha soado um pouco arrogante, mas não foi. É que já sabia o que queria há muito tempo e quis compartilhar. De qualquer forma, ele foi um dos meus primeiros incentivadores. Voltando à faculdade indesejada, o que mantinha-me viva naquele antro era minha amiga, que, assim como eu, caíra de pára-quedas naquele lugar desgostoso e também sentia-se frustrada por não estar cursando Direito. Com ela, matava aula e ia conversar sobre música, garotos e idealizações. Também fugíamos daquele martírio chamado aula pra visitar os centros culturais das redondezas e tornamo-nos freqüentadoras assíduas de lan-houses. Além disso, éramos imbatíveis no Counter Strike! Eu não era a única a sofrer ali, a estudar o que não gostava e não concordava, tinha uma companheira com quem podia desabafar; era ela quem enxugava minhas lágrimas nas diversas vezes que abandonei a sala de aula pra chorar, mas no ano seguinte, conseguira mudar-se para o prédio vizinho e, enfim, iniciar sua tão sonhada faculdade. |
posted by Lee Bueno @ 9:09 PM  |
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| metas |
tenho metas e vou cumpri-las
não escreverei muito aqui, pois estarei em outros sites, adiantando minha vida e fazendo de td pra que ela valha mto a pena. |
posted by Lee Bueno @ 2:26 AM  |
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| início de uma saga book-part I |
Estava aqui pensando e percebi uma coisa: tenho poucos textos falando sobre essa minha viagem, inicialmente programada para ser um intercâmbio, mas que com o passar do tempo e o decorrer dos fatos, tornou-se, sem dúvida alguma, pelo menos até o presente momento, a viagem da minha vida. Digo isso, pois foram e estão sendo, na verdade, momentos intensos, tanto os bons, ainda que poucos, quanto os ruins, que são maioria. Ok, talvez pareça exagerada, mas conforme vai se conhecendo a história, desde seus primórdios, vê-se que sou até condescendente.
Pra começar, sempre fui megalomaníaca e sonhadora. Durante toda a minha existência idealizei momentos, falas, amizades, relacionamentos e tudo mais que se possa imaginar. Pensava que, aos dezoito, já seria independente, moraria sozinha, teria meu carro, trabalharia e ainda estaria na federal. Chegada essa data, estava eu frustrada por não ter passado no vestibular de primeira, não tinha trabalho, continuava morando com minha mãe, que estava sem grana pra pagar minha carteira, que, na minha opinião custa muito mais do que vale, e, conseqüentemente não tive meu primeiro carro. Sentia-me uma fracassada, nada poderia ser pior que isso em minha vida, mas, hoje, aos vinte e três, pouca coisa mudou. Mentira minha, muita coisa mudou, uma infinidade delas, mas faz parte da minha personalidade reclamar e ver defeitos onde não há ou simplesmente aumentá-los exageradamente.
Sei que esse papo chato de ‘’quem é a Lívia’’ pode estar sacal, mas ele é necessário.
Sempre gostei de aparecer. Queria ser atriz e cantora, mas que criança não quer? Talvez muitas não queiram, mas seus pais sim, e fazem de tudo para que elas sigam carreira, ainda que as pequenas não estejam nem aí pra isso e peçam pra parar, mas eles sempre seguem adiante pra realizar nos filhos, seus sonhos frustrados. É o que chamamos de projeção. Pode ser difícil de acreditar, mas queria muito que minha mãe fizesse parte desse time, porém, ela sempre seguira o caminho oposto. Era eu quem pedia, chorava, implorava pra ela me levar pra TV, mas ela sempre negava. Dizia que eu devia estudar, que aquilo lá não era um meio saudável para mim e que eu ainda não teria discernimento pra enfrentar tal situação. Sempre achei uma grande baboseira todo esse seu discurso moralista sem fundamento, mas hoje percebo que ela estava com toda a razão. Um a zero, mamãe! Porém, nesse meio tempo, fazia de tudo pra conseguir realizar meu sonho e uma das atividades que mais fazia era ler o jornal. Sim, comecei pela parte ‘’fútil’’, a da TV. Era lá que se encontrava tudo o que eu gostava: quadrinhos, fofocas, programação, entrevistas com os atores e atrizes etc. Esse meu hábito não é recente, creio que tenha começado por volta dos sete ou oito anos, quando já possuía uma leitura afiada. Com o passar do tempo, fui lendo as outras partes do jornal também. É tudo uma questão de evolução. Além disso, tinham os gibis, as revistas, os livros, os cartazes na rua e tudo mais. Quando viajava ou ia à praia, não dormia no carro só para ler os anúncios na estrada. Idiota, mas eu amava. Mal sabia que era isso que estava guardado pra mim, pois minha mente pueril estava ainda encantada com o glamour televisivo e o exibicionismo intrínseco à minha alma ainda não havia se moldado. De fato, eu sabia o que queria, mas não como queria. (c0ntinua) |
posted by Lee Bueno @ 12:26 AM  |
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