
tem uma hora que a vida fica em preto e branco.
mais preto até que branco.
tudo embaça. a visão turva impede-nos de enxergar o óbvio.
esvaímo-nos em desespero.'é a dor do presente, temendo o futuro.é uma dor pior que a de um dente que rasga a gengiva e faz o sangue jorrar; a cabeça doer.
rastejamo-nos por não se sabe o quê, afinal, tudo é etéreo.
o sofrimento é eterno, é sórdido, sorrateiro.
sobrepujá-lo-emos um dia. fato.não sabe-se como nem quando, apenas que.
somos severos conosco e com outrem. injustamente. aplicamos a culpa à dor. mais uma vez, injustamente.
há dor porque há culpa.
o caminho é sinuoso e cheio de sermões.somos sedentários e preferimos sangrar a sanar.
somos todos masoquistas. |