[...] Sempre que se chateava cortava os braços com gilete pra chamar à atenção Tinha carência afetiva, achava que seus pais gostavammais do irmão . . . Um dia olhou pela janela, imaginou como seria o seu vôo até o chão Mas quando pensou na sujeira que ela causaria.. desistiu, foi ver televisão Tinha que engravidar, criar, envelhecer, morrer como todos esperavam Tinha que renunciar, agradar, obedecer, vencer como todos desejavam Até que ela partiu Ela partiu pra bem longe Pra distante o bastante pra suportar Ela partiu Ela partiu pra bem longe Tão distante parada no mesmo lugar (onde nunca deixou de estar) Ela partiu .... Ela partiu ao meio
Ensaiou o que diria se um dia fosse "artista homenageada no Faustão" Enxugaria as lágrimas, abraçaria amigos e a mãe teria o seu perdão Voltando a realidade, ela encontrava um quadro que não tinha muita solução Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia Sempre inadeqüada pra situação ....
d°°b [Longe aqui- Jay Vaquer] d°°b
*********************************************************** Tenho muita coisa a dizer, porém, pondero-me. Possuo muitos planos, muitas vontades. Tenho projetos. As dúvidas corroem-me por dentro e fora. Choro. Escondida. Internamente. Calo-me por conveniência. Grito por convicção. Não sei se sou boa ou má, se vou bem ou mal. Só sei que sou, mesmo que não saiba exatamente o quê.
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